{"id":11201,"date":"2016-11-30T22:36:22","date_gmt":"2016-12-01T01:36:22","guid":{"rendered":"http:\/\/categero.org.br\/?p=11201"},"modified":"2018-08-08T17:27:40","modified_gmt":"2018-08-08T20:27:40","slug":"os-jesuitas-trouxeram-tio-antonio-de-categero-para-o-brasil-colonial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/categero.org.br\/antigo\/?p=11201","title":{"rendered":"Os jesu\u00edtas trouxeram Tio Ant\u00f4nio de Categer\u00f3 para o Brasil colonial"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"212\" height=\"300\" class=\"aligncenter wp-image-10657\" alt=\"3. Categer\u00f3 Meio corpo P&amp;B\" src=\"http:\/\/categero.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3.-Categer\u00f3-Meio-corpo-PB.jpg\" srcset=\"https:\/\/categero.org.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3.-Categer\u00f3-Meio-corpo-PB.jpg 464w, https:\/\/categero.org.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/3.-Categer\u00f3-Meio-corpo-PB-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 212px) 100vw, 212px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cTio Ant\u00f4nio,<br \/>\n&#8211; o escravo negro &#8211;<br \/>\nTerceiro Franciscano,<br \/>\n&nbsp;um&#8221;Vener\u00e1vel&#8221; beato,<br \/>\ne santo, desde 13\/04\/1599\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Fatos concorrentes \u00e0 vinda de Categer\u00f3 para o Brasil<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7amos cotejando os fatos que unem os jesu\u00edtas italianos (do Reino da Sic\u00edlia) e o Tio Ant\u00f4nio de Catalagerona, assim grafado no hagiol\u00e1gio franciscano, (um escravo negro, do reino da Sic\u00edlia\/It\u00e1lia), contempor\u00e2neo \u00e0 funda\u00e7\u00e3o da Companhia de Jesus. Escravo esse, hoje no Brasil, conhecido como Santo Ant\u00f4nio de Categer\u00f3. Os aspectos a serem cotejados compor\u00e3o as premissas, pelas quais, estabeleceremos as quest\u00f5es norteadoras de nossa busca. Composi\u00e7\u00e3o essa para uma melhor compreens\u00e3o de como e quando o Beato chegou ao Brasil e, se poss\u00edvel, quem poderiam ter sido os jesu\u00edtas que o trouxeram.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>A companhia foi fundada em 1534, na Fran\u00e7a, mas reconhecida em 1540. Santo In\u00e1cio de Loyola, obt\u00e9m a aprova\u00e7\u00e3o da nova ordem, pelo Papa Paulo III, em Roma. Nesta \u00e9poca, o Tio Ant\u00f4nio contava 50 anos, rumava ao auge de seu minist\u00e9rio, em Noto. Provavelmente, 1540 \u00e9 o ano em que foi libertado por seus amos. Mas ele, se prop\u00f5e em permanecer, por mais quatro anos, laborando normalmente em suas tarefas. Claro, que mais aliviado, e com a liberdade de a\u00e7\u00f5es externas \u00e0 casa. \u00c9 o tempo que oferece a seus amos, para ajustarem a quest\u00e3o econ\u00f4mica que sua liberta\u00e7\u00e3o gerava. E para que conseguissem um bom substituto a ele.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li>Em 1549 a Companhia aporta no Brasil, com a exclusividade na miss\u00e3o da catequese aos ind\u00edgenas, chamados ou considerados de \u201cnegros\u201d, pelos portugueses. Nesse ano de 1549 ou 50 (dependendo da indic\u00e7\u00e3o), o negro Tio Ant\u00f4nio morria em Noto, no Reino da Sic\u00edlia (It\u00e1lia), ap\u00f3s ter tomado o h\u00e1bito e ser consagrado Terceiro Franciscano, depois de seis anos de minist\u00e9rio, promovendo Cristo e intercedendo em milagres. Somados aos quatro anos de sua perman\u00eancia na casa dos amos, mas com atividade p\u00fablica, totalizam dez anos de prof\u00edcuo trabalho mission\u00e1rio, deste por tr\u00eas ou quatro anos como eremita, em que comparecia semanalmente na cidade de Noto e \u00e0 igreja de Santa Maria de Jesus, onde foi enterrado.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li>De 1549 a 1551, os jesu\u00edtas no Brasil Col\u00f4nia, se espalham organizadamente, de norte a Sul, priorizando como foco: S\u00e3o Vicente (S\u00e3o Paulo); Porto Seguro e Ilh\u00e9us, e tamb\u00e9m, Salvador, todos na Bahia; E locais como Olinda, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro. Para o ex escravo negro, a diocese da cidade de Noto, providencia imediatamente, o in\u00edcio do processo informativo diocesano da vida e milagres. O processo de beatifica\u00e7\u00e3o ocorreu entre 22 de abril e 09 de maio do ano de 1550. Estava composto de 90 testemunhas em tr\u00eas tomos.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li>Em 1554 os jesu\u00edtas fundam S\u00e3o Paulo com um grande esfor\u00e7o no processo de convers\u00e3o dos gentios da terra \u201cBrasilis\u201d.&nbsp; Gentios esses que eram equiparados pelo pensamento dos colonizadores portugueses, aos negros escravos, que j\u00e1 chegavam aos poucos. A importa\u00e7\u00e3o de escravos, segundo dados Luiz Aranha Corr\u00eaa do Lago, foi de 10 mil, de 1551-1575 e, de mais 40 mil, de 1576-1600 e, ainda de 1601-1651, um total de 385 mil pessoas. Ou seja, No primeiro s\u00e9culo chegaram quase meio milh\u00e3o de negros, nos registros. S\u00e3o Paulo nunca chegou a ter mais que 11% desse total. Em S\u00e3o Paulo h\u00e1 estimativas que dos 1590 aos 1600 existira em torno de 100 fogos, referindo a popula\u00e7\u00e3o portuguesa, ou seja, incluindo a popula\u00e7\u00e3o branca flutuante, umas duas mil pessoas. Uns 1,5 mil \u00edndios aldeados e j\u00e1 uns 500 a 1000, entre escravizados e trabalhando em lavouras, sendo a popula\u00e7\u00e3o escravos pr\u00f3ximos do primeiro milheiro. E \u00e9 nesse caldo cultural de poderes, paralelos e difusos, era que os jesu\u00edtas, pincipalmente, em S\u00e3o Paulo atuam.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">Excerto da p\u00e1gina 7, da Nota Preliminar, do livro Cartas do Brasil 1549-1560, do Pe. Manoel da N\u00f3brega: \u201cCom essa mentalidade, quase intacta ainda, quatro s\u00e9culos depois, \u00e9 milagroso como, apenas descoberto o Brasil, religiosos europeus aqui sustentam, at\u00e9 pelo mart\u00edrio, doutrinas e a\u00e7\u00f5es completamente opostas. Foram os jesu\u00edtas, contra a Metr\u00f3pole, l\u00e1. Contra os rein\u00f3is, aqui. Eles se bateram, do primeiro ao \u00faltimo dia, at\u00e9 serem expulsos, de 1549 a 1777, por esses tr\u00eas ideais que s\u00e3o o fundamento mesmo da nacionalidade, que nos desejaram e ajudaram em fundar. \u201d Buscavam os jesu\u00edtas &#8211;&nbsp;Questionar e impedir o aprisionamento do \u00edndio, humanizar a rela\u00e7\u00e3o com o escravo negro e fazer retomar o conceito de moralidade familiar, eliminando os amancebamentos de homens com negras e \u00edndias, era a tarefa que distanciava os Jesu\u00edtas de parte da elite e governan\u00e7as locais.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li>Eles fizeram a expans\u00e3o social e a integra\u00e7\u00e3o de t\u00e3o diferentes povos, no mesmo ambiente, com observ\u00e2ncias as normas sociais impostas pelo reino. Mas, come\u00e7aram a ser criticados, como obstrutores do desenvolvimento que necessitava da m\u00e3o de obra escrava, que reunia outras quest\u00f5es, para inviabilizar o trabalho jesu\u00edtico. Em 1888, o bispo do Rio de Janeiro, com a\u00e7\u00e3o administrativa sobre S\u00e3o Paulo, em visita decidiu pela quebra da exclusividade da Cia, naquela cidade. Levou ainda alguns anos. Determinando a cria\u00e7\u00e3o da Catedral e que alguns aldeamentos passariam para outros cuidadores. E talvez, a\u00ed, os padres da Cia aceleraram no processo, um dos \u00faltimos instrumentos que eles criaram para se relacionar com os grupos em suas diversidades.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 90px;\">No ano de 1572 o Pe. Ant\u00f4nio Henriques Leal, na p\u00e1gina 309, dos Apontamentos para a hist\u00f3ria dos jesu\u00edtas no Brasil, enfatiza sobre um templo, que fosse lugar mais c\u00f4modo, para a\u00ed serem doutrinados. Parece referir \u00e0s cidades que emergiam. Definindo que este templo seria para os \u201ccativos\u201d, express\u00e3o que os jesu\u00edtas, n\u00e3o usavam em rela\u00e7\u00e3o aos \u00edndios, mas talvez, o usando referindo aos \u201c\u00edndios cativos\u201d, por uma quest\u00e3o de direito, mesmo que no pensamento portugu\u00eas reinol, isso n\u00e3o fosse um direito. Mas, \u00e9 a\u00ed, que o autor Ant\u00f4nio Henriques esclarece o pensamento jesu\u00edtico de 1572, definindo que o aplicado, seria na origem das igrejas e confrarias de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio. E em 1590 e 1592, respectivamente, s\u00e3o criadas em S\u00e3o Paulo, a Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio dos Homens Pretos e a Irmandade do milagroso Santo Ant\u00f4nio de Categer\u00f3.&nbsp;&nbsp; E autora, desta informa\u00e7\u00e3o, a pesquisadora Maria Cristina Caponero, que refere ser a cria\u00e7\u00e3o, um ato formal que deve ter se iniciado, bem antes, do ano de 1590, data a primeira Irmandade devocional paulista. Anterior foram as irmandades assistencialistas da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia (tipo hospital) e a de S\u00e3o Miguel (sepultamento e cemit\u00e9rio).&nbsp;<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li>Realmente, as Irmandades de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, em locais que tiveram origem de per\u00edodo jesu\u00edtico, ali tamb\u00e9m, pode ser encontrado o Santo Ant\u00f4nio de Categer\u00f3. Este beato franciscano negro tem a\u00ed o seu primeiro instrumento de multiplica\u00e7\u00e3o. Existem, ainda hoje, muitas imagens no estado de S\u00e3o Paulo e, dentro da pr\u00f3pria capital. Mas vamos citar dois, para que melhor se esclare\u00e7a. Em Itapecerica, cidade de Minas Gerais, que foi um aldeamento jesu\u00edtico\/paulistano; e em Salvador, na Bahia, com a Irmandade de santo mais antiga daquele Estado, na igreja Matriz de S\u00e3o Pedro, onde vai ocorrer tamb\u00e9m, uma Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e uma Irmandade de Santo Ant\u00f4nio de Categer\u00f3. Estas \u00faltimas irmandades um s\u00e9culo depois da&nbsp; que relatamos em S\u00e3o Paulo.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"7\">\n<li>Por outro lado, o bi\u00f3grafo do Beato Ant\u00f4nio de Categer\u00f3, falecido neste s\u00e9culo, o Ms. Salvatore Guastella, relatou que o processo de beatifica\u00e7\u00e3o, j\u00e1 descrito nos itens 2. e 3., acima, em que o monsenhor expressa&nbsp; a teoria de que foram os jesu\u00edtas italianos que trouxeram o Categer\u00f3 para o Brasil. E surge uma situa\u00e7\u00e3o delicada de an\u00e1lise. O padre Nicolau Faranda S.J., em 1595, tinha posse de uma c\u00f3pia devidamente, autorizado do processo ou de um dos tr\u00eas tomos. Esse tomo encontra-se depositado na Biblioteca Municipal de Palermo e, no frontisp\u00edcio do tomo est\u00e1 inscrita essa observa\u00e7\u00e3o e o nome do Pe. Nicolau Faranda. Ora, em 1595, Categer\u00f3 ainda n\u00e3o era beato, que vai acontecer em 13 de abril de 1599. Mas, Categer\u00f3, por ocasi\u00e3o da retirada da c\u00f3pia de parte de seu processo da biblioteca de Palermo, h\u00e1 tr\u00eas anos,&nbsp;<span style=\"display: inline !important; float: none; background-color: transparent; color: #333333; cursor: text; font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px;\">j\u00e1 a era<\/span> uma Irmandade em S\u00e3o Paulo. Assim, esse processo deve ter estado, nas m\u00e3os do pe. Faranda, no m\u00ednimo uns dois anos antes, de 1990, quando criam a Irmandade de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, em S\u00e3o Paulo. Deveriam estar aguardando sessas informa\u00e7\u00f5es sobre o Beato Santo Ant\u00f4nio de Cateter\u00f3, pois se j\u00e1 as tivessem teriam lan\u00e7ado as duas irmandades, mais pr\u00f3ximas, e a do beato vai ser em 1992, al\u00e9m do que ele s\u00f3 vai aparecer a primeira vez em um hagiol\u00f3gio, no ano de 1611. De alguma forma suas informa\u00e7\u00f5es processuais, por alguma forma, chegaram ao Brasil, at\u00e9 1590.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"8\">\n<li>Nicolau Faranda entrou para a Cia de Jesus, em 1537; e foi ordenado em 1587. Consta de sua documenta\u00e7\u00e3o, no arquivo jesu\u00edtica de Roma, ter visitado a cidade de Noto e, que ele deseja ir para as \u00cdndias Ocidentais, (esse era o nome do Brasil), \u00e0 \u00e9poca. Terminou n\u00e3o vindo e morreu em 1612. No entanto, pode ter feito o levantamento sobre Categer\u00f3 e levou para Casa do Jesu\u00edtas de Palermo, onde estava lotado. Verifica-se que ele teve um longo noviciado. Foram 30 anos, mas quando foi pesquisar Categer\u00f3, ou melhor devolver a c\u00f3pia do processo, j\u00e1 era um padre h\u00e1 oito anos, demonstrando que tinha uma longa viv\u00eancia inaciana. Ou seja, j\u00e1 tendo desenvolvidos os estudos acad\u00eamicos necess\u00e1rios, na pr\u00f3pria corpora\u00e7\u00e3o jesu\u00edtica. Ent\u00e3o precisamos avaliar a data que ele pegou a c\u00f3pia do processo e, quem seriam os jesu\u00edtas italianos, principalmente, sicilianos que vieram para o o Brasil entre 1572 e 1585. E destes quem foi novi\u00e7o do Pe. Faranda ou algum contempor\u00e2neo seu, que se encarrego de trazer para o novo mundo, os dados sobre o Beato Santo Ant\u00f4nio de Categer\u00f3.<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"9\">\n<li>Os inacianos que chegaram ao Brasil est\u00e3o quase todos relatados, segundo &#8220;Apontamentos para a Hist\u00f3ria dos Jesu\u00edtas no Brasil (?). S\u00e3o seis, mas n\u00e3o \u00e1 pac\u00edfica a literatura. Acrescentaria os dois encarregados do Grupo, pois sendo uma institui\u00e7\u00e3o hierarquizada, dariam conhecimento, aos respectivos chefes, podendo ent\u00e3o, algo ser recolhido em textos, tamb\u00e9m, destes. Com base no livro citado de Ant\u00f4nio Henriques Leal, conforme p\u00e1ginas de 380 \u00e0 398, do Annalium societatis Jesu in Lusitaniao, onde correm tr\u00eas nomes, que apesar de constarem em textos, das cartas, n\u00e3o foram arrolados. Vamos arrolar todos a seis seguir: (153-1557) \u2013 Padre Leonardo Arm\u00ednio, italiano; Jos\u00e9 Morinelo (N\u00e3o Relacionaodo) NR; Ir. Scipi\u00e3o, italiano, NR; Asc\u00e2nio Bonajusto, italiano; Agostinho Lifarelo, italiano; Mra\u00e7al Beliart, italiano NR.&nbsp; ????<\/li>\n<\/ol>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"10\">\n<li>O cruzamento dos documentos da Companhia e Jesus, em Palermo, sobre os jesu\u00edtas, arrolados acima, confrontados nas rela\u00e7\u00f5es com seu confrade, o Pe. Nicolau Faranda, diretamente, ou por textos da Casa Jesu\u00edta, ode trazer alguma refer\u00eancia ao que trate do processo do Ant\u00f4nio de Catalagerona. Por derradeiro, no intuito de auxiliar, lembramos, que dentre outros nomes, destacamos os constantes do hagiol\u00e1gio desse Franciscano como: Preto, Negro ou Et\u00edope Categerona, Catalagerona, al\u00e9m de corruptelas de Categer\u00f3 (Catigir\u00f3, Categir\u00f3 e Catiger\u00f3). Esses s\u00e3o dados que podem trazer luzes sobre a forma de entrada, do Beato Santo Ant\u00f4nio de Categer\u00f3 no Brasil e, ainda, se realmente ele foi direto para S\u00e3o Paulo, como iluminam os dados levantados, at\u00e9 o momento, aqui no Brasil, n\u00e3o se iniciando na Bahia, onde todas as devo\u00e7\u00f5es, para depois o ciclo natural das periferias colonial.<\/li>\n<\/ol>\n<ol start=\"11\">\n<li style=\"text-align: justify;\">Assim, quando ele chegou no Brasil era, somente, um Vener\u00e1vel pela a\u00e7\u00e3o dos Jesu\u00edtas italianos. Mas.&nbsp; \u00e9 antes de 1595, quando obtiveram a c\u00f3pia do processo e agilizam a autoriza\u00e7\u00e3o de uso da Aur\u00e9ola. Essa \u00e9 a hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel.&nbsp; Mesmo assim, deve ter ocorrido um&nbsp; estudo e defini\u00e7\u00f5es pela Ordem,&nbsp;<span style=\"display: inline !important; float: none; background-color: transparent; color: #333333; cursor: text; font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px;\">para seu uso com os gentios<\/span> nas \u00cdndias Ocidentais (Brasil). Talvez, por este caminho consigamos, ent\u00e3o a data que houve essa sondagem da Ordem e se foram feitos os competentes registros. O que preocupa na defini\u00e7\u00e3o desses dados \u00e9 que os Jesu\u00edtas deveriam ter solicitado uma pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do uso dele para os franciscanos. Talvez, resida aqui, as resist\u00eancias: de encontrarmos quando e quem trouxe, bem como a origem de congelamento da devo\u00e7\u00e3o&nbsp;<span style=\"display: inline !important; float: none; background-color: transparent; color: #333333; cursor: text; font-family: Georgia,'Times New Roman','Bitstream Charter',Times,serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px;\">Beato Ant\u00f4nio de Categer\u00f3 no Brasil<\/span> pela&nbsp; ordem franciscana.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"425\" height=\"283\" class=\"aligncenter size-full wp-image-11202\" alt=\"banner-atar-da-igr-colegio-4\" src=\"http:\/\/categero.org.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Banner-Atar-da-Igr-Colegio-4.jpg\" srcset=\"https:\/\/categero.org.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Banner-Atar-da-Igr-Colegio-4.jpg 425w, https:\/\/categero.org.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Banner-Atar-da-Igr-Colegio-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/categero.org.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Banner-Atar-da-Igr-Colegio-4-75x50.jpg 75w, https:\/\/categero.org.br\/antigo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/Banner-Atar-da-Igr-Colegio-4-120x80.jpg 120w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTio Ant\u00f4nio, &#8211; o escravo negro &#8211; Terceiro Franciscano, &nbsp;um&#8221;Vener\u00e1vel&#8221; beato, e santo, desde 13\/04\/1599\u201d. 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