Teoria sobre a chegada do Beato Antônio de Categeró, em São Paulo, antes de 1592

# Banner Caponero

Nosso propósito é compilar as ações, anteriores e necessárias, no caminho traçado pela devoção do beato Antônio de Catgeró, para sua vinda de Noto, na Itália, chegada no Brasil e estabelecimento em São Paulo, por volta ou antes de 1585.  Assim, definir no tempo (a data), no espaço (a igreja) na pessoalidade (a Ordem), e na execução (quem ou como) foi promovida a criação da confraria de Categeró em  1592.

3. Categeró Meio corpo ColorO banner acima, que foi objeto da postagem  denominada “Certidão do Beato Antônio de Categeró, na cidade de São Paulo, no ano de 1592”, em primeiro plano, ao lado esquerdo, apresenta a Igreja Santo Antônio Patriarca, templo considerado o mais antigo,  datando da fundação, nos idos em 25 de janeiro de 1554,; em segundo plano, a imagem padrão do Beato, de autoria do Manoel Victor de Azevedo Filho,  artista plástico paulista consagrado, imagem padrão (1961) dessa devoção para o Brasil, a partir da Igreja de Nª Sª do Ó; e em terceiro plano, e acima, a foto da Profª Drª Maria Cristina Caponero, que em sua Tese, na USP, revela a data de criação da irmandade do “Milagroso Santo Antônio de Categeró”, na Capital paulista, como Confraria, onde ela expressa que deva ter sido anterior a 1592. E faz referência ao tempo que se levava, naquela época, para organizar uma irmandade.

Outra questão muito importante, que consta da informação da professora Camponero trata da formação, na mesma sequência, imediatamente anterior, à irmandade de Categeró, na criação da irmandade de Nª Sª do Rosário dos Homens Pretos, também como confraria, em 1590. Da mesma forma que se referiu a Categeró, também, está confraria do Rosário, é primeira instituição devocional do Brasil, logicamente, também, de data anterior a 1590. A criação dessas duas instituições ou instâncias devocionais, quase juntas, bem definidas em tempo. Como todas da espécie, demandavam tempo variado, a ida e o retorno da documentação à Portugal, para despacho do Reino, implicava em alguns, ou muitos anos. Esse era o Caso das irmandades e ordens terceiras que demandavam estatutos, claro que as confrarias, também, mas era o início, e com o beneplácito dos bispados, recebiam autorizações de funcionamento, como confrarias, enquanto discutiam e encaminhavam seus estatutos para a situação definitiva. Mas, os estatutos, já minutados iam sendo aplicados na confraria. Talvez que a definição de uma confraria, com sua apresentação por prelados, que a trouxeram da Europa, com a busca de aceitação da determinada comunidade étnica, o tempo dessa aceitação e formação, lentamente do referido grupo, bem como o aprendizado dessa vivência, não deveria deveria estar entre dois e quatro anos.

Dentro deste cálculo teria ocorrido essa chegada devocional, de Santo Antônio de Categeró, no mínimo, uns seis anos3. Categeró Meio corpo P&B antes da data da devoção de Nossa Senhora do Rosário, que ocorreu em 1590. O balizamento da vinda dessa Nossa Senhora apresentava dois fatores, também de influência na definição da data. E os dois fatores se encontram na mesma fonte bibliográfica, “Apontamentos para a história dos jesuítas no Brasil”, de autoria do padre S.J. Antônio Henrique Leal, página 309, que está na referência de fatos ocorridos no ano de 1572, e recolhidos pelo padre S.J. Francisco Sachino, assim descrito no texto: “Instituição de templo para os cativos, em lugar que fosse mais cômodo, para aí, serem doutrinados, em ocasião azada.”, e continua explicando: “Parece-me que daqui se originaram as igrejas e confrarias de Nossa Senhora do Rosário, que são no Brasil, compostas de gente de cor.” Essa, não deve ter sido uma decisão local, mas da direção jesuíta na Itália.

Assim a segunda referência bibliográfica da mesma fonte, nos permite deduzir que a chegada da ideia ao Brasil, vindo da Itália. Caminho que, normalmente, não era direto, passava por Portugal ou Espanha. Nessa época as coroas estavam unificadas 15890-1640 (ou meio unificadas). E o material trazido pelos irmãos jesuítas e noviços que viessem, necessitaram de pesquisas, tanto sobre a Nossa Senhora do Rosário e sua versão dos Homens Pretos, já existente, no mundo Ibero.  Quanto também, a busca de informações sobre o Santo Antonio de Categeró, uma devoção de Ávola e Noto,no Reino da Sicília. Inclusive em Noto existia um núcleo jesuíta e comprovação da busca ao Beato.  Categeró estava com seu processo de Beatificação concluído, na Diocese de Noto, aguardando ser despachado, o que só vai acontecer em 13 de abril de 1599. Todas essas questões, a partir da data de decisão, implicando eu um tempo muito considerável.

Nosso propósito é compilar as ações, anteriores e necessárias, no caminho traçado pela devoção do beato Antônio de Catgeró, para sua vinda de Noto, na Itália, chegada no Brasil e estabelecimento em São Paulo, por volta ou antes de 1585. Assim, definir no tempo (a data), no espaço (a igreja) na pessoalidade (a Ordem), e na execução (quem ou como) foi promovida a criação da confraria de Categeró em  1592. E, nesse primeiro momento, vamos trabalhar com a bibliografia disponível, da história paulista e da atuação da Companhia de Jesus, consolidando-a, em aspectos de nossa busca, acima propostos; formulando as hipóteses e, reprocessando todo o material já trabalhado; elencando, então, as dúvidas que se apresentarem, afim de empreender as buscas necessárias, que se houverem.

 O primeiro santo católico a ter um grupo devocional estruturado no Brasil não pode ficar carente desse resgate histórico.

# Banner Caponero

URL curta: http://categero.org.br/?p=11875

Publicado por em fev 24 2017. Arquivado em - Adm, - Na Cultura. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Comentários e pings estão desabilitados.

Os comentários estão desabilitados!

Imagens

120x600 ad code [Inner pages]
CATEGERÓS NA EUROPA Por Laboratorio Web