Igreja Santo Antônio Patriarca, com a Igreja do Colégio, legítimas quinhentistas

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Escavando um pouco da história desta igreja

Data de 1592, um dos primeiros registros, que por ora, se tem dessa igreja. Ela é sempre reconhecida, pela partícula “Patriarca”, de sua localização, no largo, este mais recente, em homenagem a José Bonifácio, onde ela esta construída. Em 1592 era uma construção em “taipa de mão”, sobre o terreno doado, de uma gleba maior de terras que fazia parte. A “taipa de mão” é uma técnica construtiva antiga que consiste no entrelaçamento de madeiras (troncos de pouca espessura),  verticais, ligados por argila. E, se revestidas com a própria argila, fica parecido com uma alvenaria tradicional.

Desde o início, A capela teve por padroeiro foi Santo Antônio, na época era chamada capelinha ou capela até que passou a ser considerada uma ermida, pelos beneficiamentos que recebeu. Ou melhor a capelinha inicial foi ampliada pelas necessidades do crescimento urbano. A igreja de Santo Antônio é siamesa a igreja do Páteo do Colégio, esta garantidamente, fundada pelos Jesuítas, em 1554, e a de Santo Antônio, provavelmente também. Uma coisa é certa, e comum as duas, elas são as mais antigas igrejas da  São Paulo.

Apesar de ter sobrevivido aos séculos, o que pode ser considerado um milagre da histórico, infelizmente,  ela é prova viva de um triste momento da história paulistana, como um ente desmemoriado, desde seu nascimento, muito antes do ano de 1592, até a chegada da Ordem Franciscana, nos últimos dias de janeiro de 1640, quando sete franciscanos assumem o referido prédio, para residir e prestar serviços religiosos à população, e também, preservar a história da igreja católica romana naquele começo de cidade. Só que ficou sem passado A história de quase um século da igreja, com patrono franciscano, não foi preservada pela própria ordem do patrono.

Uma breve reflexão, faz prova, inconteste, de estarmos frente, a mais um espólio da histórica guerra jesuítico/franciscana. Se essa igreja de Santo Antônio servia de Sé, ou de Matriz, como narram os historiadores, estamos comprovando que além da igreja do Colégio, está igreja era um templo, bastante movimentado devocionalmente, ao início daquela cidade, com seus 120 fogos. Para termos uma ideia do que em pessoas, isso representava, devemos nos ater a alguns aspectos.

Nos primeiros tempos de São Paulo, ninguém conseguiu fazer um dimensionamento, correto da existência de índios e de negros. Os primeiros, segundo João Ramalho, podiam ser reunidos mais de 15 mil índios em um dia; e os segundos, quem sabe, no máximo dois ou três, por fogo existente. Claro que muitos escravos eram índios nas casas. Temos a indicação de 120 fogos. Na realidade, as famílias portuguesas, que lá residiam, tinham um casa na Vila e outra na fazenda, onde sempre havia permanecia, por questões de segurança. O fogo era um grupo familiar (pai, mãe, filhos, genros, noras e netos), com seus escravos negros e índios, além de agregados e visitantes. Os fogos tinham um regular efetivo de pessoas.

A vila começa a se organizar. Mas, seu calendário social está pré-estabelecido pelos jesuítas com diversas festas religiosas. A missa era algo visível e controlado, assim como as festas religiosas devocionais, particulares como os batizados e casamentos, mas, mais concretamente, as festas religiosas sociais, devocionais e procissionais, do vasto calendário. Já encontrei mais de uma citação de que padres seculares, poucos prestavam serviços devocionais. Dor de cabeça para os jesuítas que tinham reservas por suas condutas, fora dos propósitos católicos. Muitos deles já tinham vindo da corte portuguesa em punição pelos mesmos fatos relacionados a beberagens, amasiamentos e filhos.

A igreja de Santo Antônio, em algumas ocasiões, fez, as vezes de Matriz ou Sé, no período até próximo os anos seiscentos. Mas, até próximo a 1590, a Matriz era a igreja do Colégio e ali acorria a elite para os serviços religiosos. É nessa esteira que se estrutura a igreja de Santo Antônio como opção de periferia. Como está previsto, os padres jesuítas, só realizavam os ofícios religiosos, quando houvesse, falta de padres de outras ordens ou seculares. Mas, chama a atenção, estar citado que pelos jesuítas, que eles mantinham seis ou sete integrantes, em permanente serviço religioso da população.  Este grupo com mais dois jesuítas por aldeamento totalizava o efetivo da companhia de Jesus, em vinte e poucos religiosos. Um secular ou mesmo dois seriam insuficientes, sendo completados pelos jesuítas.

Assim, a igreja de Santo Antônio Patriarca de São Paulo estava sob a influência e supervisão dos jesuítas. Em não sendo os sacerdotes da Companhia de Jesus quem poria em funcionamento uma capela no centro de São Paulo, ao tempo da hegemonia jesuítica do São Paulo colonial?

Este é site que melhor apresenta a atual Igreja de Santo Antônio, no Largo do Patriarca, em São Paulo:

São Paulo 459 anos: a antiga Igreja de Santo Antônio no centro

Se o referido Site sair do ar temos um back Up da respectiva página,  que podemos remeter, em PDF, as 15 páginas de word com todos os textos e fotos.

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Publicado por em fev 24 2017. Arquivado em - Adm, - Manif de Religiosidade. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Comentários e pings estão desabilitados.

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